sábado, 28 de agosto de 2010

FOFOCA - A empresa da filha do Serra

14/10/2002 às 09:57
Vocês conseguiriam imaginar o estardalhaço que uma
notícia destas causaria se algum dos implicados
tivesse ligação com algum candidato da oposição??


Vocês conseguiriam imaginar o estardalhaço que uma
notícia destas causaria se algum dos implicados
tivesse ligação com algum candidato da oposição??
Mas podem perfeitamente imaginar pq até o momento não saiu
uma linha nos nossos jornalões, tampouco na TV. Bastou
um simples telefonema do FHC na semana passada (isto
foi comentado pelos jornalistas sérios)...... Todavia,
parece que a Isto É da próxima semana vai se dedicar
ao assunto.

Empresa da filha de Serra em Miami agencia licitações públicas no Brasil
"Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado", garante em seu
site a empresa "Decidir", com sede em Miami e filiais
espalhadas pela Argentina, Chile, Peru, México, Uruguai, Venezuela e no Brasil, de propriedade de Verônica Serra, filha do candidato tucano à presidência. Verônica Serra, filha do ministro de Fernando Henrique e candidato do governo, José Serra, não é apenas, como já publicamos, sócia do pai em uma empresa chamada ACP, que funciona no prédio de outro sócio, Marin, que, por sua vez, foi presenteado com o perdão de R$220 milhões em suas dívidas no Banco do Brasil, sob os auspícios do caixa de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira.

Licitações públicas

Ela é, também, sócia de uma empresa de nome Decidir.com, localizada em Miami. O fato foi revelado pelo jornalista Ucho Haddad. A empresa foi fundada no dia 3 de maio de
2000, sob o número P00000044377, com sede em Miami e
com filiais espalhadas pela Argentina, Chile, México,
Peru, Uruguai, Venezuela e no Brasil. Sua sede no Brasil está instalada em São Paulo, na rua Doutor Renato Paes de Barros, 714-5ºandar. A especialidade da empresa, tal como consta do site da filial brasileira (www.decidir.com.br) é a área de licitações públicas. Na pasta da empresa que oferece "serviços sobre licitações" está escrito o seguinte: "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado. Use o buscador para fazer pesquisas detalhadas". Mas para acessar as informações é necessário pagar por elas. Em suma,
Verônica fornece serviços para empresas - sobretudo
norte-americanas, evidentemente - ganharem licitações
públicas no Brasil. Até porque, não é muito crível que
empresas estrangeiras (ou quaisquer outras) contratem
os serviços da filha do segundo do grupo do governo
para perder as licitações. Repare o leitor que há dois
anos, quando a empresa foi fundada, Serra era ministro
e já era o virtual candidato de Fernando Henrique e do
bando do Planalto, tendo amplo acesso a uma quantidade
monumental de informações que dizem respeito a
licitações públicas. Por que Verônica, tendo tantas
atividades para fazer, escolheu exatamente essa? Nessa
atividade, ela é sócia de outra Verônica, Verônica Dantas, que vem a ser a irmã de Daniel Dantas, dono do Opportunity, que fez parte do esquema do Planalto durante a entregada Telebrás, e em cujo favor os fundos de pensões foram manipulados pelo caixa de Serra, Ricardo Sérgio.

Prodígio em negócios

Porém, Verônica Serra é um prodígio na área de negócios:
também é sócia e "diretora para a America Latina da
companhia de investimentos International Real Returns,
que administra US$600 milhões e tem base em Nova Iorque", diz o site da empresa Penguin Circle, da qual ela é conselheira. "Ela tem investido e aconselhado uma série de companhias na América Latina, incluindo a Decidir.com (da qual é sócia), Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, EdgixeBB2W, entre outras. Veronica está no conselho da Decidir.com, Latinarte.com, Movilogice é conselheira da Endeavor Brasil". E continua: "Entre 1997-1998, ela foi VP da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de US$ 3bilhões, onde ela analisava investimentos na América Latina, Asia e Europa. No
verão de 1996, Veronica trabalhou na divisão de Renda
Fixa da Goldman Sachs em Nova Iorque". Recentemente, houve uma reforma no site do Penguin Circle, com uma única alteração: foi retirado o currículo de Verônica Serra. Mas como é que ela, jovem advogada, conseguiu isso tudo? Verônica Serra desfruta de tranqüilidade financeira invejável. Tudo vindo, oficialmente, da empresa que tem como pai e da IRR, cuja filial brasileira tem um capital social de R$ 2mil (aliás, o mesmo da ACP, onde é sócia do pai). Verônica teria tanto retorno em seus empreendimentos que no ano passado presenteou o pai, Serra, com a compra da
mansão onde ele reside há muitos anos, no Alto do Pinheiros, em São Paulo, por R$ 475 mil. O estranho é
que Serra sempre morou nessa casa e só agora ela foi
aparecer em nome da sua filha. Ao acessar o site da
Decidir, pode-se observar que entre os "inúmeros" investidores da empresa, dois se destacam: IRR e o fundo de investimentos CVC/Opportunity, fundo formado para açambarcar companhias telefônicas do Brasil. Ou seja, os negócios são um circuito fechado, em cujo centro aparece sempre, mais cedo ou mais tarde, o Estado e o patrimônio do povo.

Sócia do pai

Como já mencionamos, Verônica Serra também é sócia de seu pai na empresa "ACP Análise da Conjuntura Econômica e
Perspectivas Ltda" desde 1993. A empresa sempre funcionou num prédio situado à rua Simão Álvares 1020, na Vila Madalena, em São Paulo, que pertence ao primo e sócio de Serra, Gregório Marin. Serra sonegou à Justiça Eleitoral que era dono desta empresa em três oportunidades 1994,1996 e 2002). Marin foi beneficiado com dois "perdões" de dívidas no Banco do Brasil que podem chegar a mais de US$ 74 milhões, ou seja, mais de 220 milhões de reais.

A mesma casa

Porém, em relação à IRR, na última alteração do contrato social da empresa, datada de 16 de março de 2001, Verônica Serra incluiu Adriana Ferreira dos Santos - que ao que tudo
indica era sua secretária - como sócia, detendo uma cota da empresa. Como a empresa tem um capital social de R$2mil, a sócia detém o equivalente a R$ 1,00 das cotas. No entanto, Adriana Ferreira, assim como quase toda a família Serra, disse que residia na rua Simão Álvares 1020, o mesmo endereço da ACP e do prédio do sócio Marin


FONTE: midiaindependente

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