Dano moral |A suposta esterilização de mulheres nordestinas com o uso de contraceptivo na água
(16.06.10)
Sentença proferida pelo juiz Ricardo Teixeira Lemos, da 7ª Vara Cível de Goiânia (GO), condenou o escritor Fernando Morais, o publicitário Gabriel Zillmeister e a Editora Planeta a indenizarem o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) em R$ 2,5 milhões por danos morais. A editora e o publicitário devem pagar R$ 1 milhão cada, enquanto Morais, R$ 500 mil.
Eles ainda podem recorrer ao TJ-GO. O caso ainda pode chegar ao STJ.
Em 2005, a editora publicou o livro "Na Toca dos Leões", que conta a história da agência W/Brasil e as performances do publicitário Washington Olivetto. No livro, Moraes conta um diálogo entre Caiado e Zillmeister durante nas eleições de 1989.
A polêmica está na página 301. Ali, a partir de informação do publicitário Zillmeister - sócio da agência - tornou-se público que Caiado seria adepto da esterilização de mulheres nordestinas, por meio de um remédio potável a ser diluído na água. O deputado federal sempre negou as afirmações. Na instrução do processo, os réus não conseguiram provar que o fato atribuído ao político fosse verdadeiro.
Segundo peças do processo, o deputado é retratado como sendo um "cara muito louco, por ter sugerido a adição de contraceptivo à água potável, para resolver o problema da superpopulação das camadas inferiores do Nordeste". Uma das teses da ação é que "o autor do livro apresentou na obra uma informação não verdadeira, sem ouvir a versão do citado".
Pela sentença, a editora terá que retirar o afirmação na atual edição do livro - exemplares que ainda não tenham sido vendidos - e fazer as correções nas próximas reedições.
"Fiz questão de não pedir proibição de reedição do livro. Apenas a correção e a verdade dos fatos. A única reivindicação que faço é que a responsabilidade não deve ser deixada de lado", afirma o deputado, em nota.
Em meados de 2005 a circulação do livro chegou a estar proibida, por decisão liminar de primeiro grau. Mas, por unanimidade, a 4ª Câmara Cível do TJ de Goiás, em sessão realizada no dia 20 de outubro, determinou a liberação da comercialização. (Proc. nº 200500923773)
Detalhes do livro
Em quase 500 páginas, o escritor esmiúça a vida de Washington Olivetto, Javier Llussá Ciuret e Gabriel Zellmeister, os fundadores da W/Brasil, uma das agências de propaganda mais premiadas do mundo.
No livro, o mundo da publicidade, visto por muitos como glamuroso e superficial, é mostrado sem maquiagem. Suas páginas contêm relatos de grandes sucessos, polêmicas, acusações de traições, ex-segredos (não só da propaganda, mas também da política) e dramas pessoais, como o seqüestro de Washington Olivetto.
´Na Toca dos Leões´ coloca no primeiro plano os pais de personagens como o Garoto Bombril, a adolescente do sutiã e o cachorro da Cofap. Washington quis ser músico e jogador de basquete, foi hippie na juventude e acabou, por causa de um pneu furado, se tornando publicitário.
Catalão cuja família emigrou para o Brasil após a Guerra Civil Espanhola, Javier foi operário, chegou à faculdade com enorme dificuldade até ser descoberto por Delfim Netto e converter-se num empresário de sucesso.
Filho e neto de judeus perseguidos pelo nazismo, Gabriel abandonou a carreira de artista plástico assim que viu uma tela de Francis Bacon e tornou-se um dos mais respeitados diretores de arte do país
FONTE: www.espacovital.com.br
domingo, 29 de agosto de 2010
Antonio Caiado e a suposta esterilização de mulheres nordestinas
Senador Tasso, posso lhe chamar de boneca?
Senador Tasso, posso lhe chamar de boneca?
02 de setembro de 2007
Não é a primeira vez que os grupos gays pegam no pé do exemplar senador Tasso Jereissati. Para quem não sabe, o dito senador é o presidente nacional do PSDB, os tucanos, aquele partido que se proclama o pai da ética, da moral, dos bons costumes e de um monte de outras coisas boas mais.
Mas escrevo essa nota só para não deixar passar batido o acontecido há alguns dias. Dia em que o senador Tasso ficou muito bravinho no Senado e resolveu ir para cima do seu colega Almeida Lima (PMDB-SE). Fazendo gestos afeminados, ele berrava: “calma, boneca, calma boneca…”.
Como nossa mídia deixou a história passar batido e nenhum repórter ficou a lhe perguntar o por que do ataque, decidi devolver a brincadeira. De duas uma: ou ele agiu de forma escrota e mau-caráter, demonstrando toda a origem de sua laia e do seu preconceito, ao, num debate político (vejamos, político!!!) tentar “agredir” a um colega “acusando-lhe” de homossexual. Como se o fato de o colega vir a ser homossexual lhe desmerecesse em algo. Ou Tasso Jeiressati não quis dizer nada disso e só chamou Almeida Lima de boneca por carinho. Por sempre ter sentido simpatia tanto pelos homossexuais como pelo brinquedo preferido das meninas. Se foi isso deixo uma pergunta ao senador: posso lhe chamar de boneca na próxima vez que nos encontrarmos?
Eu, daqui, lhe autorizo a me chamar de gay, viado, boneca ou o que a sua história e preconceito assim considerar mais conveniente. Não me incomodará. Afinal, meu preconceito é contra políticos barangueiros, que vivem de fazer discursos moralistas e espalhar preconceitos. Contra as bonecas, não tenho nada. E não acho palavra feia. Posso lhe chamar de boneca, senador?
FONTE: blog do Rovai
Por que Bárbara Paz substituiu Mônica Veloso na capa da Playboy
Por que Bárbara Paz substituiu Mônica Veloso na capa da Playboy
31 de agosto de 2007
A edição da revista masculina Playboy que chega às bancas nos próximos dias não terá a ex-amante do presidente do Senado, Renan Calheiros, na capa. O ensaio sensual será de outra ex. A ex-namoradinha de Supla na Casa dos Artistas, a atriz Bárbara Paz.
A justificativa da editora Abril é que o ensaio de Mônica Veloso não ficou pronto a tempo para a edição deste mês. Este blog, porém, tem informações confiáveis de que a alegação é falsa e de que a revista estava diagramada com as fotos da ex-Renan, pronta para a impressão.
Com o crescimento das assinaturas de parlamentares para a criação da CPI da Abril-Telefônica no Congresso, um dos advogados da empresa dos Civita alertou que a publicação das fotos da principal testemunha do caso Renan numa publicação do grupo poderia trazer prejuízos ao processo. Afinal, a empresa estaria contratando e pagando caro por um trabalho dessa testemunha. Civita teria ordenado pessoalmente a suspensão da publicação das fotos da moça.
Foi nessa hora que o ensaio de Bárbara Paz, até então engavetado, foi editado às pressas para ser o destaque do mês.
E se o leitor está ansioso para ver as fotos da moça de Brasília, há quem diga que ele vá esquentar apenas as gavetas da redação. Enquanto o caso Renan não for resolvido e a ameaça de CPI da Abril-Telefônica não desaparecer Mônica Veloso ficaria, inclusive, sem receber o cachê.
Com a palavra a Editora Abril
FONTE: REVISTA FORUM
HELOISA HELENA E LUIZ ESTEVÃO
“Cassado por quebra de decoro parlamentar em 2000, o ex-senador Luiz Estevão volta às páginas de jornais seis anos depois, pela boca de Heloísa Helena, candidata do PSOL à Presidência. Para se defender da suspeita de, naquela época, ter votado pela absolvição de Estevão, ela afirmou, na sabatina da Folha realizada na segunda, 4: “Disseram que eu dormia com o cara [Estevão] (…) Não durmo com homem rico e ordinário. Eu vomito em cima”. A coluna conversou com o ex-senador:
FOLHA - A senadora alguma vez “vomitou” no senhor, ou em outra pessoa?
LUIZ ESTEVÃO - Você quer uma respostinha bem curtinha e legal? Se ela teve alguma ânsia de vômito comigo, ela engoliu.
FOLHA - E os boatos, revelados por ela, de que vocês namoraram?
ESTEVÃO - Não namoramos. De jeito nenhum. Ela tem que ter raiva das pessoas que divulgaram essa sacanagem no Senado. Eu nunca fiz isso. Pelo contrário. Sempre tive um relacionamento maravilhoso com ela [Helena]. Muito bom mesmo. Ela é uma pessoa alegre, divertida. Não tenho queixa. Pelo contrário. Me comovi muito com o fato de ela ter chorado bastante no meu discurso de despedida no Senado.
FOLHA - Ela foi fotografada chorando?
ESTEVÃO - Era uma sessão secreta, não existem fotos nem imagens. Mas ela chorava como criança. Chorava muito. Muito mesmo. Tem que perguntar a ela por que chorou tanto. Por um ano e meio, fui colega da Heloísa Helena e ela jamais ocupou a tribuna ou fez qualquer aparte para fazer qualquer comentário negativo a meu respeito. Nos dávamos maravilhosamente bem. Todos os senadores sabem disso.”
Monica Bergamo - FSP
PARABÓLICAS DEMITEM RUBENS RICÚPERO
1994. Tempos de FHC. Antenas parabólicas captaram uma conversa informal entre o ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, e o repórter da Rede Globo, Carlos Monforte, antes da gravação de uma entrevista no estúdio da emissora, em Brasília, na noite de 1/9. No sábado, dia 3, um mês antes do primeiro turno das eleições, a Folha de S. Paulo publicou o surpreendente diálogo. Quando a gravação começa, o assunto é a taxa muito alta do IPC-r de agosto, índice que a equipe econômica encomendara ao IBGE. Ricúpero ataca o instituto: "Eles fizeram um tremendo erro metodológico. ( ... ) Há uma tese também, um grupo que diz que o IBGE é um covil do PT". Referindo-se aos empresários, confirma a queda das alíquotas de importação para segurar os preços, "o único jeito de garantir que não vai faltar produto, porque esses caras... Porque você está jogando aí com bandidos, você entende. É tudo bandido. Você conhece aquela história da máfia?" Instado pelo repórter a anunciar as indicações de uma taxa bem menor do IPC-r em setembro, alega que deveria conversar primeiro com os economistas da Fazenda, "senão eles me matam. (...) Vão dizer: 'Pô, você proibiu da vez anterior que era ruim, agora que é bom...' No fundo é isso mesmo. Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde". Monforte muda de assunto: "Uma curiosidade minha: você andou batendo no PSDB, dando umas porradinhas? ". E Ricúpero: "A única forma que eu posso provar meu distanciamento do PSDB é criticar o PSDB ". Outra pergunta: "Esse negócio da gasolina não é um pouco precipitado? Falar que pode baixar o preço e tal? ". 0 ministro justifica: "Eu faço essas coisas um pouco por instinto, sabe? De vez em quando armo uma confusão. Não tenha dúvida: esse país não é racional". Em seguida, se oferece: "Se quiser, neste fim de semana podia ver o negócio do Fantástico. Posso gravar também, se quiser alguma coisa, eu estou à disposição. Quem é que é? É o Alexandre? (...) Pode falar porque eu estou disponível. Eu vou ficar aqui o fim de semana inteiro (...) o máximo que eu puder falar eu falo ". Sobre seu futuro, esnoba: "O governo precisa muito mais de mim do que eu dele " e, "se tudo der certo ", o problema será FHC "explicar não me convidar. (...) há inúmeras pessoas que me escrevem e me procuram para dizer que votam nele por minha causa. (...) para a Rede Globo foi um achado. Em vez de terem que dar apoio ostensivo a ele, botam a mim no ar e ninguém pode dizer nada. (...) Isso não ocorreu da outra vez. Essa é uma solução, digamos, indireta, né? (...) Ouço muita gente que não votaria nele por causa do PFL e que vai votar por causa de mim".
.
Tornou-se impossível a permanência de Ricúpero no cargo. Anunciou seu pedido de demissão no dia seguinte, em uma carta lida em tom emocionado e com algumas lágrimas. Alegou que, por estar muito cansado e entretido em conversa "inteiramente particular ", teria dito "palavras que não refletem o que penso ou o que sinto. Em alguns daqueles comentários nem eu mesmo me reconheço. (...) Não hesito em pedir desculpas quando erro. Faço-o agora, por tudo o que possa ter decepcionado quem quer que seja. Faço o também pela referência aos empresários brasileiros ao generalizar comportamentos individuais que já havia condenado". Declarou que a frase sobre não ter escrúpulos se referia apenas à conveniência de divulgar indicações favoráveis sobre os índices de inflação para favorecer a estabilidade dos preços. Negou articulações com a Rede Globo: "Meus comentários pessoais sobre os possíveis efeitos do Plano Real nas eleições e sobre a cobertura do plano pelos meios de comunicação não foram mais do que impressões superficiais. Eles carecem de qualquer base concreta que os possa justificar". E terminou citando palavras de Jó e o Salmo 32. Semanas depois, intimado a depor pela Justiça Eleitoral sobre a conversa com Monforte, Ricúpero voltou a ser apenas o diplomata frio e calculista. Nem sinal do beato ou do coitado arrependido. Declarou ter citado a Globo de forma genérica, querendo tratar da mídia em geral, e que em nenhum momento falava de qualquer candidato: o pronome "ele " designava o plano econômico, e não FHC; e a frase "isto não ocorreu da outra vez" lembrava apenas a primeira fase do Plano Real, e não 1989. .
Por que o Cloaca News está recuperando esse triste episódio da vida nacional? - é a pergunta que você deve estar fazendo, não é? A resposta talvez esteja nas xexelentas páginas digitais de O Globo de hoje, sexta-feira, abrigada sob o seguinte título: 'The Economist' critica Lula e Tarso por concessão de refúgio a Battisti. É que já perdemos a conta de quantas reportagens foram publicadas pela chamada imprensa internacional com pautas positivas sobre o Brasil no Governo Lula, e que esses sicofantas do jornalismo caboclo esconderam de seus leitores. Para eles, como qualquer um pode constatar, notícia ruim é notícia boa. E vice-versa. Você bota fé nesses sem-vergonhas?
FONTE : cloaca news
EMIR SADER É PROCESSADO POR BORNHAUSEN. A ESQUERDA QUE É AUTORITÁRIA.
O texto de Emir Sader que a justiça condenou
"A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos", disse o senador Jorge Bornhausen (PFL). Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - é usual referir-se ao povo dessa maneira - são "negros", "pobres", "sujos", "brutos".
“A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)
O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma – recheada de lucros bancários e ressentimentos.
Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”.
Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de fascistas e banqueiros – sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita – pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de “essa raça”.
É com eles que anda a “elite paulista”, ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e o povo.
Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio, pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os mairores lucros especulativos do mundo, sua gente será defintivametente derrotada e colocada no lugar que merece – a famosa “lata de lixo da história”.
Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram – roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema, o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação, de desemprego, de miséria, de discriminação – em suma, de "Jorges Bornhausens".
Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa – mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a “raça” e a conta bancária. Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.
Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".
Agosto de 2005
www.novae.inf.br
MAIS UMA DO PSDB COM AVIÕES DA FAB. TURISMO OFICIAL
FERNANDO GODINHO WILSON SILVEIRA
da Sucursal de Brasília
Nos três meses que antecederam as eleições de 98 (julho, agosto e setembro), 12 autoridades federais realizaram 359 viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira.
Desse total, 51,53% dos deslocamentos transportaram essas autoridades de Brasília para suas bases de atuação política, incluindo suas cidades de origem, ou vice-versa.
Entre os 359 vôos, 46 aconteceram em sábados ou domingos.
No caso do deputado Michel Temer, suas quatro viagens em aviões da FAB tiveram municípios paulistas como escala.
O levantamento do Ministério da Aeronáutica revela que alguns ministros são metódicos na utilização das aeronaves da FAB.
Os paulistas José Serra (Saúde) e Clóvis Carvalho (Casa Civil), por exemplo, costumam voar pela FAB nas sextas para São Paulo e voltam na segunda seguinte para Brasília.Já o
ministro Pedro Malan (Fa zenda) costuma, segundo o levantamento do Ministério da Aeronáutica, tomar vôos regulares da FAB para o Rio de Janeiro também nas sextas, voltando para Brasília no início da semana seguinte.
Além dos ministros já citados, o levantamento inclui Renan Calheiros (com viagens para Maceió), Paulo Renato Souza (Porto Alegre) e Raul Jungmann (Recife).
Os ex-ministros Paulo Paiva (Planejamento) e Gustavo Krause (Meio Ambiente) também aparecem com deslocamentos (de ida e vinda) para Belo Horizonte e Recife, respectivamente.
Ao responder o requerimento apresentado por Rebelo, o Ministério da Aeronáutica informou que as aeronaves requisitadas pelos políticos ficam "à disposição da autoridade solicitante e, ao seu critério, transporta sua comitiva".
"Como a relação nominal da comitiva não é informada rotineiramente, os nomes dos passageiros não estão disponíveis neste ministério", respondeu o ministro Walter Werner Brãuer (Aeronáutica).
FONTE:www.gs1.com.br
É ASSIM QUE O PSDB COMBATE O TRÁFICO
Tráfico de Drogas: Uso de aviões públicos
30/4/2007
A 2ª Turma Especializada do TRF-2ª Região manteve a condenação de sete acusados de integrar a quadrilha que usava aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar drogas para a Europa. O esquema foi desbaratado na chamada operação "Mar Aberto", realizada pela Polícia Federal em 1999. Segundo informações do processo, os oficiais foram presos quando tentavam embarcar, no Recife, 32,9 quilos de cocaína em um avião Hércules C-130, que partira da Base Aérea do Galeão, no Rio, e fez escala na capital pernambucana a caminho do balneário espanhol de Las Palmas. O julgamento no TRF ocorreu nos autos da apelação criminal apresentada pelos réus contra a sentença da Justiça Federal do Rio. Foram condenados o americano John Michael White, os tenentes coronéis da Aeronáutica Paulo Sérgio Pereira de Oliveira e Washington Vieira da Silva, o também oficial da Aeronáutica e especialista em aviação Luiz Antônio da Silva Greff, Luiz César Pereira de Oliveira (irmão do tenente coronel Paulo Sérgio Pereira de Oliveira), a boliviana Lila Mirta Ibañez Lopez e o civil Luís Fernando dos Santos. Ainda de acordo com dados dos autos, a cocaína estava embalada em 30 pacotes, armazenados em duas malas. Todos os pacotes estavam cobertos por uma camada de algodão e enrolados em borracha e papel celofane, com vários desenhos de Mickey Mouse. A cocaína encontrada tinha, segundo peritos da Polícia Federal, 98,96% de pureza. Dependendo das substâncias misturadas para o consumo, poderia render entre 80 a 100 quilos, o equivalente a US$ 3 milhões. A droga seria entregue ao réu Luís Cezar Pereira de Oliveira, que se encontrava nas Ilhas Canárias, na Espanha. John Michael White, Paulo Sérgio Pereira de Oliveira, Washington Vieira da Silva, Luiz Antônio Greff e Luís César Pereira de Oliveira foram condenados pelos crimes de tráfico de entorpecentes e por formação de quadrilha para o tráfico. John White ainda foi enquadrado nos crimes de falsificação e uso de documentos públicos. Lila Mirta Ibañez Lopez foi condenada por associação para o tráfico de entorpecentes, ocultação de valores obtidos como fruto do crime e também por falsificação e uso de documentos públicos. Luís Fernando dos Santos recebeu pena pelo crime de ocultação de valores angariados com a atividade criminosa. O americano John White foi quem recebeu a maior condenação: 39 anos de reclusão em regime fechado e multa de 5.750 salários mínimos (o equivalente, hoje, a mais de dois milhões de reais). Além disso, o TRF determinou a perda de todos os seus bens, direitos e valores adquiridos desde 1997, por entender que eles foram obtidos exclusivamente com ações criminosas. Lila Ibañez foi apenada em 19 anos e seis meses de reclusão, mais multa de 1.500 salários. O tenente coronel Washington Vieira da Silva recebeu pena de 17 anos de prisão e 1.330 salários mínimos de multa. Paulo Sérgio de Oliveira, Luiz Antonio Greff e Luiz César Pereira de Oliveira tiveram penas fixadas, para cada um, em 16 anos de reclusão e 532 salários mínimos de multa. Apenas Luiz Fernando dos Santos não ficará na cadeia, tendo sido condenado a prestar três anos de serviços à comunidade e a pagar multa de 20 salários mínimos. Em seu extenso voto, o relator do processo no TRF, desembargador federal André Fontes, entendeu serem incabíveis os argumentos dos acusados, que, basicamente, sustentaram que as escutas telefônicas que foram usadas para desbaratar a quadrilha teriam sido colocadas ilegalmente e que não haveria provas suficientes nos autos para sustentar as condenações.
Proc. 2001.02.01.033481-6
Proc. 2001.02.01.033480-4
TRF 2ª R.
FONTE:www.notadez.com.br
SERÁ QUE ESSE VAI SAIR EM CAPA DE REVISTA COMO TERRORISTA?
RONALD BIGGS
Ronald Biggs, cidadão inglês, em 1963, juntamente com alguns companheiros, assaltou o trem pagador que ia de Glasgow (Escócia) para Londres. Foi o crime mais audacioso da história da Inglaterra.
Aloysio Nunes Ferreira, cidadão brasileiro, em 10 de agosto de 1968, juntamente com alguns companheiros, assaltou o trem pagador da Estrada de Ferro Santos-Jundiai. Foi mais um dos crimes que vinham ocorrendo naquele ano.
Ronald Biggs não tinha antecedentes criminais.
Aloysio Nunes Ferreira tinha. Era membro do Partido Comunista Brasileiro em 1963, mas, partidário da luta armada, ingressou na Ala Marighella.
Como Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (São Paulo), participou de ocupação dessa Faculdade, ameaçando incendiá-la caso a policia a invadisse. Disse dispor, na ocasião, de mais de cem coquetéis molotov.
"Desapareceu", abdicando de seu nome, assumindo na clandestinidade os codinomes Mateus, Beto, Lulu, convivendo, então com o grupo de Marighella, de quem era o motorista.
Ronald Biggs e seu bando roubaram cerca de 4 milhões de dóllares com intenção de gozar a vida.
Aloysio Nunes Ferreira e outros terroristas roubaram do trem pagador com o torpe motivo de financiar a luta armada que culminaria na instauração da ditadura comunista no Brasil.
Ronald Biggs foi preso mas conseguiu evadir-se, fugindo para o Brasil, onde, graças à benevolência das nossas leis, permaneceu sem ser molestado durante 36 anos, vivendo honestamente e com tranqüilidade como um cidadão comum.
Aloysio Nunes Ferreira, em outubro de 1968 participou do assalto ao carro pagados da empresa Massey-Ferguson e em novembro do mesmo ano, usando passaporte falso, viajou para Paris, de onde coordenava as ligações de Cuba com os comunistas brasileiros.
Durante os três anos de permanência em Paris, filiou-se ao Partido Comunista Francês, envolveu-se no movimento sindical e foi professor da Universidade de Besançon. Negociou com o presidente argelino Houri Chedid Boumedienne para que terroristas brasileiros recebessem treinamento militar na Argélia.
Ronald Biggs, em maio de 2001, saudoso da sua terra, resolveu entregar-se às autoridades inglesas, confiante em que, com 72 anos de idade e doente, obteria benevolência redução de sua pena.
Aloysio Nunes Ferreira,graças à Lei da Anistia de 1979, lei essa propositalmente mal formulada, retornou ao Brasil e ingressou na política. Foi um dos fundadores do PMDB e elegeu-se deputado estadual e vice-governador de São Paulo(1991-1994). Foi também eleito deputado federal.
Ronald Biggs teve recentemente negado o pedido de redução da pena de 30 anos a que foi condenado em 1963. Seus advogados estão recorrendo, mas, se nada conseguirem, certamente Ronald Biggs morrerá na prisão por ter participado de um assalto a um trem.
Aloysio Nunes Ferreira foi escolhido pelo presidento FHC para ser seu secretário particular. Note-se que todos os documentos destinados ao presidente passariam necessariamente pelas mãos do secretário.
O mais impressionante é que o nosso Ronald Biggs é agora o Ministro da Justiça e tem a seu cargo a Polícia Federal.
Alem do combate ao crime organizado, ao narcotráfico e ao terrorismo, Aluysio Nunes Ferreira poderá usar a Polícia Federal para investigar denúncias de irregularida –des reais ou forjadas, contra aqueles que ousem interpor-se aos seus desígnios ou que surjam como ameaça à eleição do seu preferido.
FONTE:www.mail-archive.com
Quem Matou Juca Valente, genro de ACM?
GRAMPOS, ACM, JOCA & MÍDIA
Emerson Lopes Silva
"‘A vida privada de ACM não me interessa’", copyright Revista Submarino (www.revistasubmarino.com.br), 21/02/01
"Em 19 de janeiro de 2001, uma sexta-feira, foi lançado em todo o país ‘Memórias das Trevas - Uma Devassa na Vida de Antonio Carlos Magalhães’ (Geração Editorial), livro do jornalista e escritor baiano João Carlos Teixeira Gomes. A repercussão foi mínima, se comparada a ‘Notícias do Planalto’, do jornalista Mário Sérgio Conti, sobre a relação da imprensa com o ex-presidente Fernando Collor. Apenas algumas notas em colunas sociais e de política e poucas matérias em revistas e jornais, polemizando uma acusação proferida por ACM, segundo quem o livro teria sido financiando pelo PMDB para prejudicá-lo nas disputas políticas em torno da sucessão da presidência do Senado (o partido de ACM, o PFL, perdeu a disputa na semana passada para o senador pelo Estado do Pará, o peemedebista Jader Barbalho).
Em entrevista à Revista Submarino, João Carlos Teixeira Gomes fala sobre sua briga com o poderoso ACM. O autor comenta também sobre o porquê de não ter abordado em seu livro aspectos mais obscuros da vida de Antonio Carlos Magalhães, preferindo tratar de fatos que, embora polêmicos, já eram, uns mais outros menos, de conhecimento público.
Revista Submarino - A editora Geração Editorial diz que ‘Memórias das Trevas’ narra a biografia obscura do (até então) presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães. Mas, no seu site, a editora já acrescenta que ‘é na verdade a autobiografia do jornalista e escritor baiano João Carlos Teixeira Gomes’, perseguido por ACM. E, em entrevista recente, o sr. o define como um livro de memórias. Qual a melhor definição? Por que a indefinição?
João Carlos Teixeira Gomes - Defino ‘Memórias das Trevas’ como um livro de memórias cujo fato mais relevante é o meu episódio com Antonio Carlos Magalhães, que durou seis anos. Minhas relações com ele deram-me condições de analisar suas ações políticas e, a partir delas, lutar pela liberdade de imprensa. Acho que pode ter havido problemas no processo de divulgação, até porque um livro de 766 páginas não é fácil de ser lido em três ou quatro dias.
Revista Submarino - ‘Memórias das Trevas’ foi recusado por várias editoras como a Casa Amarela e outras, como a Vozes e a Nova Fronteira, que já haviam publicado obras suas. Que justificativas o sr. recebeu?
Teixeira Gomes - A Casa Amarela tem até hoje o primeiro original do livro, mas ela não tinha dinheiro para o projeto. Quanto à Vozes, esta nem me respondeu. Já a Nova Fronteira, que havia anteriormente publicado ‘Glauber Rocha, Esse Vulcão’, biografia que escrevi sobre meu amigo e cineasta, alegou simplesmente que não havia interesse em publicar.
Revista Submarino - A importância de ‘Memórias das Trevas’ está relacionada com a ‘falta de memória do povo brasileiro’, citada pelo sr. no livro?
Teixeira Gomes - Você tocou em um ponto interessante. Não há muitos depoimentos desta natureza no Brasil. Gilberto Felisberto Vasconcellos, no prefácio do livro, diz que não conhece obra de maior envergadura no jornalismo nacional. Eu não ousaria dizer isto, mas, com certeza, é uma obra de valor ímpar.
Revista Submarino - O senhor acha que o livro influiu na recente briga ACM x Jader Barbalho na eleição para presidência do Senado?
Teixeira Gomes - Não teria a pretensão de achar isso. Não creio que o livro tenha tido alguma influência direta nesta questão. Porém, deve ter despertado o interesse de políticos pela sua leitura. Acho que ele surgiu em um momento importante.
Revista Submarino - O subtítulo ‘Uma devassa na vida de ACM’ dá a impressão de que a obra traria ao público novas revelações sobre a vida do político baiano. Porém, salvo detalhes de sua experiência pessoal com ele, o que temos no livro são fatos já relatados, ou documentados em veículos de comunicação, portanto informações já divulgadas.
Teixeira Gomes - O livro reúne, pela primeira vez, vários fatos graves e insólitos. Não era meu propósito colocar sangue no livro. Apenas narrei fatos de minha trajetória com alguém que representa um coronelismo urbano. Além do mais, Antonio Carlos Magalhães sempre quis transformar contendas pessoais em acusações familiares, o que não é do meu feitio.
Revista Submarino - Por que o sr. não se aprofundou em questões nebulosas como a morte do genro de ACM, ou a morte de sua filha, a boca pequena citados como reveladores de sua truculência? Não havia interesses relacionados a questões de manutenção de poder nestes episódios?
Teixeira Gomes - Há muitos aspectos como, por exemplo, a inexplicável fortuna de ACM que até hoje ele se esquiva de explicar. Eu não tive condições de ir até as Ilhas Caiman para investigar. Outros fatos, como a morte de seu genro, são tratadas de forma pouco aprofundadas, pois, ao meu ver, dizem respeito a questões familiares de ACM. Quanto à morte de sua filha, apenas cito porque o governador Waldir Pires cancelou sua solenidade de posse em respeito à sua morte. Poderia também falar dos excessos de seu filho, Luis Eduardo, mas acho que não me dizem respeito.
Revista Submarino - Mas quais são os limites de privacidade de uma pessoa pública?
Teixeira Gomes - Na minha perspectiva, só olho as atitudes dele como homem público, como político. Sua vida privada não me interessa.
Revista Submarino - Como o sr. vê a cobertura da imprensa em relação ao seu livro?
Teixeira Gomes - Acho que a imprensa do Rio e de São Paulo ficou com um pouco de inveja por causa do prefácio de Gilberto Felisberto Vasconcellos, que exaltou ‘Memórias das Trevas’. Talvez porque ele é a prova de que um jornalista baiano pode escrever um livro de quase 800 páginas com informações importantes. Isto mostra que o Brasil tem uma imprensa ágil em todo seu território e talvez prove também que a dita grande imprensa é a menor imprensa do país, pelo menos do ponto de vista ético.
Revista Submarino - Por quê?
Teixeira Gomes - Com exceção do ‘complô do silêncio’ (em referência ao silêncio de grandes veículos e editoras como Folha de S.Paulo, Editora Abril, O Estado de S. Paulo e Editora Globo), amplamente divulgado pelo site Observatório da Imprensa, do jornalista Alberto Dines, alguns veículos traduziram com eloqüência a força do livro em notas e colunas. Mas houve molecagens como adulteração do meu nome para João Gomes, José Teixeira, José Carlos, por exemplo, com o propósito de desqualificá-lo. Há também casos incompreensíveis, como o da colunista Danuza Leão, que me chamou de narciso por ter achado que no livro há mais fotos minhas que de ACM. É natural ter fotos minhas em meu livro de memórias! A ela respondo que posso ser até muito vaidoso, mas nunca fiz uma operação plástica.
Revista Submarino - O sr. tem alguma explicação para o fato de seu livro ter vendido cerca de 25 mil exemplares, conforme alega a editora, sem o apoio da mídia e sem uma ampla campanha publicitária?
Teixeira Gomes - Acredito que este fato resulta do desejo de mudança e renovação dos quadros políticos por parte de formadores de opinião como universitários, intelectuais e professores. Tenho a impressão de que estes foram os grandes divulgadores do livro pelo método do boca-a-boca.
Revista Submarino - Qual a impressão que o sr. tem sobre os comentários de ACM sobre ‘Memórias das Trevas’? As possíveis represálias judiciais até agora não aconteceram.
Teixeira Gomes - Apesar de Antonio Carlos Magalhães dizer que a obra foi financiada pelo PMDB, acredito que, em um momento raro, ele teve uma postura realista, porque sabia que não havia como contestar o que foi publicado. Acho que meu livro o colocou em xeque. ACM tem relações discutíveis e suspeitas com empresários de comunicação e com grandes jornalistas do Rio e São Paulo. Mesmo assim, a força do livro transcendeu o boicote da grande imprensa e suas deturpações, por exemplo."
FONTE: observatório da imprensa
Dr. Roberto Marinho vende carro roubado.
por Roméro da Costa Machado, escritor.
Roberto Marinho, que ostentou por muitos anos a fama de "O maior assaltante de bancos do Brasil", título dado pelo jornal "O Pasquim" (26/09/83), por ter conseguido saquear o Banerj em quantia muito superior ao que tinha sido roubado por todas as grandes falanges criminosas e especializadas em assalto a bancos, demonstrando que em matéria de roubo as quadrilhas especializadas não passavam de meros amadores, eis que subitamente Roberto Marinho desvia-se de atividade de "assalto a bancos" e envereda-se por outra atividade menos glamourosa, qual seja: roubo de carros.
Um amigo meu, Paulo Roberto Romano, comprou uma Caravan num leilão de carros e ato contínuo foi fazer a transferência do veículo para o seu nome. Entretanto, este ato absolutamente corriqueiro quase custa-lhe a liberdade, pois ao chegar no Detran para fazer a vistoria do carro, foi constatado que o carro tinha o chassis remarcado e tratava-se de um carro roubado.
Como determinam as regras, foi chamado a Polícia Especializada, e imediatamente foi dado voz de prisão ao meu amigo, Paulo Roberto, e ele imediatamente conduzido à delegacia.
Em lá chegando, Paulo Roberto faz a colocação mais cristalina do mundo: "Peraí... está tudo invertido... eu comprei esse carro num leilão... eu sou só o comprador... se alguém tiver que ser preso, que seja o vendedor... o verdadeiro ladrão do carro. Ou melhor: o dono da Rede Globo que me vendeu este carro".
Engasgos gerais... e o detetive, constatando a realidade do fato, dá a mais absurda das ordens ao meu amigo: "Tire esse carro daqui. Nunca vi este carro. Dê sumiço nele. Devolva para quem você comprou. Não quero confusão pro meu lado. Desfaça essa compra que você fez"
"Mas... peraí... eu comprei esse caro num leilão (legítimo) e ia ser preso por estar com um carro roubado... e agora que vocês sabem a procedência do carro roubado, vocês me mandam dar sumiço no carro? Não querem mais prender o ladrão?. Que bagunça é essa?"
Paulo Roberto ainda tentou de várias formas registrar a ocorrência na Delegacia Especializada em furto de automóveis, mas foi impedido, pois os policiais recusavam-se a registrar a ocorrência. Tentou formalizar a questão pelo Detran, mas recusaram-se a registrar o acontecimento. Daí Paulo Roberto lembrou-se de mim... da Globo e contou-me toda a história. (Incrível como as coisas relacionada à Globo acabam sempre vindo a mim pelos mais variados caminhos)
Fotografamos o carro, os documentos, a adulteração e falsificação de chassis, tudo. E pela Tribuna da Imprensa fiz publicar toda a história, capaz de surpreender e envergonhar Kafka, o maior escritor de absurdos, e transformá-lo num mero escritor de historinhas infantis.
Não tardou e um graduado funcionário da Rede Globo procurou o meu amigo Paulo Roberto Romano e recomprou a Caravan (roubada) vendida em leilão pela Globo e "deu sumiço" no que poderia ser a única prova e evidência do roubo de carro, não tivéssemos publicado tudo antes, na Tribuna da Imprensa.
Que lições tirar desse episódio kafkaniano em que um policial está prestes a prender um "ladrão de carros", mas quando descobre quem é o verdadeiro ladrão, recusa-se a registrar a ocorrência e sugere dar sumiço no produto do roubo? Que outro jornal, sem ser a Tribuna da Imprensa, publicaria toda a história, com fotos e cópias dos documentos? Que outros motivos reais poderiam determinar a prisão de uma pessoa como Roberto Marinho? Fica mais do que claro que se Roberto Marinho roubasse o que fosse... jamais iria preso. Se Roberto Marinho praticasse qualquer falcatrua... também não iria preso. Se Roberto Marinho matasse uma pessoa... não iria preso (e a culpa ainda seria do morto). Que motivos a lei deste país precisa para prender uma pessoa considerada "acima do bem e do mal"?
Dessa história triste, repugnante e chocante, sem qualquer fundo moral, fica somente a certeza de que as pessoas consideradas "acima do bem e do mal" beneficiam-se da cumplicidade oficial em qualquer circunstância. Entretanto, mesmo estas pessoas um dia encontram o seu declínio na vida... nem que seja para passar de laureado ladrão de bancos a reles ladrão de carros.
Fonte: Fazendo Media
sábado, 28 de agosto de 2010
E agora Jobim? E agora, Gilmar? E agora, oposição?
E agora Jobim? E agora, Gilmar? E agora, oposição?
21, dezembro 2008 |
por Paulo Moreira Leite/revista Época
Apareceu mais uma complicação naquela denúncia de um grampo sem aúdio nem transcrição oficial — que mostra um diálogo entre Gilmar Mendes, presidente do STF, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Após quatro meses de investigação e duas prorrogações, onde foram colhidos 84 depoimentos, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência decidiu arquivar uma sindicância sobre a participação da Agência Brasileira de Inteligência nessa escuta que até agora ninguém ouviu. A investigação não chegou a um único suspeito nem a um único indício contra a Abin, acusada, desde o início, de ser responsável pela operação.
É um vexame que atinge várias personalidades coroadas de Brasília.
O ministro da Defesa Nelson Jobim não só acusou a Abin de ter participado da operação como, para reforçar o que dizia, lembrou que a agência possuía equipamento de escuta telefonica. (O ministro não atentou para o detalhe que o próprio Exército possui equipamento idêntico, mais apropriado para rastrear grampos do que para executá-los). Por pressão direta de Jobim, o delegado Paulo Lacerda, diretor da Abin, foi afastado do cargo. O ministro Gilmar Mendes chamou o presidente Lula às falas logo após a denúncia. Numa jornada inesquecivel, atravessou a Praça dos Três Poderes para tomar satisfação e exigir providências. Reunidos no STF, os ministros deixaram claro que prestavam solidariedade a Gilmar. O DEM, o PSDB e o PPS chegaram a divulgar uma nota dizendo que o Brasil vivia “uma situação de grave crise institucional”, expressão que costuma ser empregada para definir um quadro político gravíssimo. Comprando como verdadeira uma história que estava longe de ser esclarecida, os três partidos sustentaram que a Abin “cometeu um atentado contra a democracia com a quebra do sigilo telefônico dos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, além de diversos senadores.” Esta grandiosa exibição de açodamento e leviandade, envolvendo autoridades que tem o dever profissional da providência, da cautela, da seriedade, deve servir a meditação de todos.
Quem falou o que não podia provar poderia cometer a gentileza de explicar-se, não é mesmo? Também seria útil que, após quatro meses, alguém fosse capaz de prestar esclarecimentos definitivos sobre a denúncia deste grampo. O blogue está muito feliz pelo que escreveu na época. Afirmei que por trás da conversa de “crise institucional” levantada pela oposição não havia mais do que uma clássica disputa pelo poder. Também recordei que, com uma oposição capaz de fazer afirmações tão levianas, o governo nem precisava de aliados. Pegue o link e confira:
http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2008/09/03/com-essa-oposicao-o-governo-nao-precisa-de-aliados/
http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2008/09
/07/crise-institucional-ou-luta-pelo-poder/
A MORTE DE TANCREDO NEVES E A RÉPORTER DA GLOBO, GLÓRIA MARIA

Suspeitas e evidências acerca da morte de Tancredo Neves.
Arena matou Tancredo Neves?
"Tancredo foi assassinado quando perceberam que a vitória era inevitável
Após 38 dias de agonia, e sete cirurgias, o primeiro presidente civil eleito desde o Golpe Militar, morre. Assume o vice da chapa, José Sarney, do PFL, partido fundado por dissidentes do PDS. Com ele, o poder permanecia nas mãos dos que apoiavam o regime militar. Passado o momento de comoção nacional, uma dúvida passou a intrigar os brasileiros: a possibilidade de Tancredo ter sido assassinado.
Muitos acreditam que sua morte tenha sido um plano arquitetado pelos líderes do regime autoritário, quando perceberam que sua vitória era inevitável. E argumentam que não se fez muito esforço para salvar a vida do presidente eleito.
Sabe-se que o hospital da Base de Brasília não possuía todas as condições para a cirurgia que ele deveria sofrer. No entanto, os médicos vetaram a transferência para o Instituto do Coração, em São Paulo, alegando que a cirurgia deveria começar, em, no máximo, uma hora. Somente três horas depois, os médicos começaram a operação, com 40 pessoas dentro do centro cirúrgico.
Outro fato estranho: ao mesmo tempo em que Tancredo era internado com fortes dores abdominais, o seu mordomo, João Rosa, começou a sofrer dores similares. João, funcionário do Planalto, acompanhava Tancredo em sua residência provisória, na Granja do Riacho Fundo. Ficou 16 dias no hospital e, como Tancredo, sofreu sete cirurgias antes de morrer. A doença foi diagnosticada como diverticulite - primeiro diagnóstico do presidente.
João e Tancredo sentiram os mesmo sintomas num intervalo curto de tempo. Como conviviam no mesmo local, pode-se suspeitar que ambos tenham sido envenenados: o presidente eleito era o alvo principal; o mordomo tivera o azar de estar no local errado, na hora errada.
Outra pista de que a morte de Tancredo não foi fatalidade, mas um plano minuciosamente arquitetado: em 1996, durante uma entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura de São Paulo, o general Newton Cruz admitiu que, em outubro de 84, quando era comandante militar do Planalto, foi procurado pelo então candidato Paulo
Maluf, que teria proposto um golpe militar, caso Tancredo fosse eleito, justificando que o adversário estava muito doente.
Como Maluf poderia saber da doença de Tancredo com seis meses de antecedência?"
No mês da morte de Trancredo A rede globo mostrou uma reportagem especial sobre a morte de trancredo.
Conversando com um professor de história ouvi a história de que Trancredo Neves foi assassinado,então eles inventaram o conto da diverticulite,que agora vem sendo questionado e a rede globo tenta manter as aparências de seu passado militar.
O que sei é que no dia de sua posse,na missa celebrativa(catedral de Brasília),acabou a luz e ouviu-se um tiro(ou algo parecido),...dias depois foi divulgado que Trancredo teve uma crise e estava no hospital(UTI),no caso ele já estaria morto,mas os militares que por sinal apoiavam Sarney,encobriram a noticia e deixaram para divulgar sua morte no dia 22/04,coincidência com Tiradentes?,não fizeram isso pensando na comoção nacional...
Diz-se ainda que a repórter Gloria Maria ,presenciou a cena,e teve que ir fazer umas ?reportagens? por alguns anos na Finlândia...
Verdades,Mentiras...???
FONTE: REVISTA CONSPIRAÇÃO
COMPRA DE VOTO NO GOVERNO FHC
O partido que comprou deputados para aprovar o projeto de reeleição, comandado pelo operador Sérgio Mota, e beneficiou ao presidente Fernando Henrique Cardoso, tem moral para acusar outros partidos de compra de voto?
Continue lendo >>ÍNDIO DA COSTA, CACCIOLA E O SÓCIO DE DANTAS
A relação do deputado federal Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa (DEM-RJ) com o mercado financeiro está vinculada à sua vida familiar. O vice de José Serra (PSDB) na disputa presidencial é sobrinho do presidente do Banco Cruzeiro do Sul e já foi casado com uma filha do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. As finanças da campanha do parlamentar demonstram uma boa relação com bancos e investidores. Em 2006, quando concorreu a uma vaga na Câmara, quase metade dos R$ 838,6 mil arrecadados vieram de fontes ligadas ao mercado.
Do banco presidido por seu tio Luis Felippe Indio da Costa, o parlamentar recebeu a maior doação individual da campanha, R$ 100 mil. O vice-presidente da instituição, Luis Octavio Indio da Costa, é primo do parlamentar. Na lista de doadores figuram os bancos Itaú e Prosper, a Bolsa de Mercadorias e Futuros, além de acionistas. Entre os que contribuíram com a campanha do deputado está Richard Klein, sócio de Daniel Dantas na Santos Brasil, maior operadora de terminal de conteineres do Brasil.
O banco Cruzeiro do Sul, controlado por familiares do vice de Serra, é apontado como o segundo maior devedor do Banco Santos e responde na Justiça por uma ação de indenização de R$ 206 milhões. O processo, em segredo de justiça, baseia-se em informações do Banco Central apresentadas no relatório de encerramento da comissão de inquérito que apurou as causas da quebra do Banco Santos e a situação do caixa da instituição.
A instituição é apontada, junto com seus controladores e uma segunda empresa da qual os acionistas são proprietários, por suposta lavagem de dinheiro e desvio de recursos do banco Santos - instituição do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira. A ação foi ajuizada em 2008.
Em sua declaração de bens, entregue à Justiça Eleitoral em 2006, o deputado federal Índio da Costa disse ter um patrimônio avaliado em R$ 315 mil, entre ações, automóvel, imóvel e linhas telefônicas
Fonte: amigos do presidente
Na Gaiola - O caso Von Richthofen, o Rodoanel, Serra e Alckmin
O jornal Brasil de Fato, levanta um assunto indigesto para os tucanos e que a imprensa demo-tucana tenta abafar: a origem da fortuna de Manfred Von Richthofen, assassinado pela filha Suzane Von Richthofen, junto com os irmãos Cravinhos.
O assassinato e a disputa pela herança, acabou por revelar contas na Suíça, abrir investigações sobre um amplo esquema de corrupção no DERSA (órgão responsável pelo Rodoanel paulista), e com forte suspeita de que parte desse dinheiro tenha financiado uma versão 2002 de caixa-2 tucano.
Aprofundar as investigações pode desvendar elo de ligação com governos e campanhas tucanas
"... O que a grande mídia e os tucanos escondem – mas que acaba sempre vazando – o que se comenta por toda parte, e com claros e fortes indícios de ser verdade, é que o cerco e a proteção que envolvem a senhorita Suzane desde o primeiro momento resultam de uma forte ação de personagens ligados ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na verdade, essa proteção a senhorita Suzane, visaria esconder o real móvel do crime, que se entrelaça com o modo tucano de fazer política, com a probidade tucana."
Indícios levam a suspeita de desvios de dinheiro no Rodoanel para servir ao caixa-2 tucano em 2002 para campanhas de Serra à presidente e Alckmin à governador.
"De acordo com diversos comentaristas e fontes, o engenheiro Manfred Von Richthofen, pai da senhorita Suzane, e na época do crime diretor da empresa pública estadual (SP) DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A., era um dos reponsáveis pelo caixa 2 das campanhas pela reeleição do então governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e pela eleição do senhor José Serra – também tucano – que disputava com o petista Luiz Inácio Lula da Silva a Presidência da República naquele ano (2002).
Parte do dinheiro que engrossava o milionário caixa 2 tucano teria origem em falcatruas e desvios de verbas destinadas à construção do Rodoanel Mário Covas. Segundo apurou o Ministério Público, o senhor Manfred tinha um patrimônio de R$ 2 milhões, muito superior ao que poderia ter acumulado, considerando que seu salário no DERSA era de R$ 11 mil. Além disso, o senhor Von Richthofen enviava dinheiro para uma conta na Suíça que o Ministério Público “desconfia” estar em nome do senhor Von Richthofen e de sua filha, senhorita Suzane. Ou seja, o móvel do crime perpetrado pela filha contra os pais seria exatamente o dinheiro do caixa 2 tucano que estaria depositado nessa conta."
Fonte: amascaracaiu.blogspot.com ,
"O que Arnaldo Jabor, Miriam Leitão e Ana Maria Braga têm em comum?".
Arnaldo Jabor é casado com Suzana Villas Boas (do programa Saia Justa), que vem a ser assessora de ninguém menos que o governador José Serra (PSDB-SP). Recentemente, diz Miro, Suzana promoveu festa em sua casa que reuniu Serra, jornalistas e o presidente do Grupo Folha, Luis Frias
A irmã de Miriam Leitão, Ana Leitão, é casada com Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira – aquele deputado do DEM dono de um big castelo não declarado no interior de Minas Gerais (pra ver o castelinho clique aqui).
O marido de Ana Maria Braga, Marcelo Frisoni, candidatou-se (e perdeu) a uma vaga na Câmara de Vereadores de SP. Ganhou do prefeito Gilberto Kassab (DEM) um cargo de coordenação na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização.
Miro finaliza com o desafio a Diogo Mainardi, colunista da Veja e acusador de plantão de jornalistas ligados à esquerda (Teresa Cruvinel, Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim, etc), de também pedir a cabeça dos colegas do PIG.
“Criticará a ‘cota de nomeações pessoais no serviço público’ da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à ‘ortodoxa’ Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?”, afineta.
Fonte: altamiroborges.blogspot.com
A FILHA DE ALCKMIN E O CONTRABANDO DA DASLU
Altamiro Borges
Talvez por sua formação puritana no Opus Dei, o candidato Geraldo Alckmin gosta de se fingir de casto e imaculado. No debate da TV Bandeirantes, ele fez questão de se mostrar “indignado” com a corrupção e criticou o fato de o presidente Lula repetir que “não sabia” dos desvios de conduta no seu governo. “É só perguntar aos seus amigos de 30 anos”, alfinetou o falso moralista num momento de cólera bem ensaiado.
Mas, para ser conseqüente e manter as aparências, Alckmin deveria ter se desculpado em público por ter cortado a fita de inauguração da Daslu, templo de consumo dos ricaços, hoje processada por contrabando, sonegação fiscal e outras crimes. “Eu não sabia”, deveria ter tido. Também poderia pedir desculpas por sua filha, Sophia Alckmin, ter sido gerente de compras nesta loja de contrabandistas. “Eu não sabia”. E ainda deveria explicar porque os diretores da Daslu, sempre acompanhados de sua filha, reuniram-se com o secretário da Fazenda do seu governo, Eduardo Guardia. “Eu não sabia”. Entre uma pregação do Opus Dei e sua agenda de governador, talvez não tenha tido tempo para acompanhar os negócios de sua filha!
Alckmin chegou de helicóptero
A nova loja da Daslu, um prédio de quatro andares e 20 mil metros quadrados, situada num bairro nobre da capital, foi inaugurada em junho de 2005. A colunista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S.Paulo, descreveu a festança dos ricaços com ares de ironia. “E soam os violinos da Daslu Orchestra, formada por 50 músicos. São 12 horas de sábado. Alckmin, que chegou ao prédio de helicóptero, desfaz a fita. ‘A Daslu é o traço de união entre o bom gosto e muitas oportunidades de trabalho’, diz. Só para a família Alckmin são duas: trabalham lá a filha [diretora de novos negócios da butique] e a cunhada dele, Vera”.
Ainda segundo a picante crônica de Mônica Bérgamo, “Sophia puxa o pai pelo braço: começa o tour pela Daslu. Primeiro piso, importados femininos. Alckmin entra na Chanel, onde um smoking de veludo preto é vendido a R$ 22.600, uma sandália de cetim, gurgurão e pérolas sai por R$ 2.900 e uma bolsa multipocket, por R$ 14.000. As vendedoras informam que há mais de 50 pessoas na fila em São Paulo para comprar o mimo, até baratinho se comparado à bolsa Dior de couro de crocodilo, de R$ 39.980, e à mais cara Louis Vuitton, com pele de mink: R$ 23 mil”.
“Vou colocar um jeans”
“Sophia leva o pai até o segundo pavimento. Mostra um helicóptero pendurado no teto. ‘Que lindas as motos, Sô’, diz Lu Alckmin à filha ao ver, encostada perto da escada, uma moto Harley Davidson (R$ 195 mil). Alckmin entra na Ermenegildo Zegna, passa pela Ralph Lauren, onde uma camiseta pode custar R$ 2.460. ‘É tudo muito colorido aqui’, observa. Os carros chamam a atenção do governador. Estão em exibição um Volvo de R$ 365 mil, lanchas de R$ 7 milhões, TVs de plasma de R$ 300 mil”.
”O governador começa a fazer o caminho de volta. Os repórteres perguntam a Lu Alckmin: A senhora está de bolsa Chanel. E a blusa? ‘É Burberry’, responde Lu. ‘Gosto de peças clássicas’. O governador, que diz comprar só ‘umas camisas’ na Daslu, aperta o passo. Ainda vai a Carapicuíba. E Lu tem que correr para o Palácio dos Bandeirantes. Precisa se trocar, ‘colocar um jeans’, para outro compromisso: um evento na Água Branca em que caminhões de vários bairros entregarão agasalhos doados para as crianças pobres da cidade enfrentarem o inverno que se avizinha”, conclui, sarcástica, Mônica Bérgamo.
“Uma organização criminosa”
Poucos meses depois do ex-governador cortar a fita inaugural da Daslu, um antigo processo judicial contra os donos da butique de luxo finalmente ganhou agilidade. No final de dezembro, a juíza Maria Isabel do Prado, da 2a Vara de Justiça Federal de Guarulhos (SP), recebeu os livros contábeis e fiscais da loja. Para ter acesso a estes documentos, a juíza chegou a ameaçar de prisão a dona da butique, Eliana Tranchesi, o seu irmão Antonio Carlos Piva e os responsáveis pela contabilidade do estabelecimento.
Tais papéis comprovaram a denúncia do Ministério Público Federal de que a Daslu atua em conluio com importadoras para substituir notas fiscais fornecidas por grifes estrangeiras por notas falsas subfaturadas. Com base nos livros fiscais e contábeis, Eliana e seu irmão foram acusados de formação de quadrilha, importação irregular e falsidade ideológica. No caso da influente proprietária, a soma de penas por estes crimes chega a 21 anos de prisão. Segundo Jefferson Dias, procurador da República, a Daslu agia como uma quadrilha. “Trata-se de uma organização criminosa pela hierarquia e a divisão de tarefas que existia”.
Devido aos seus estreitos vínculos com figurões da elite e autoridades do governo estadual, a trambiqueira de luxo sequer tomou os cuidados que outros sonegadores costumam adotar. “A sensação de impunidade fez com que eles se descuidassem e a situação ficou descontrolada”, argumenta Matheus Magnani, outro procurador envolvido na apuração. Eliana Tranchesi participava diretamente do esquema ilícito, chegando a enviar aos fornecedores estrangeiros pedido em inglês para que eles não remetessem faturas verdadeiras dos produtos. A proprietária ainda foi acusada de crime contra a ordem tributária e evasão de divisa.
ACM chorou e Bornhausen esbravejou
Diante destas graves acusações e da tentativa de ocultar provas, em 13 de junho de 2006, a Polícia Federal acionou a Operação Narciso e ocupou a Daslu com 250 agentes e 80 auditores fiscais. A inédita operação foi elogiada pela sociedade, mas os ricaços, a mídia e vários políticos da elite fizeram um baita escândalo. A asquerosa revista Veja chegou a afirmar que a ação da PF era uma jogada do governo Lula para abafar a crise política. O senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL, criticou o “revanchismo”. Já o coronel Antônio Carlos Magalhães, assíduo freqüentador da loja, chorou ao falar ao telefone com a contraventora detida por algumas horas. E a poderosa Federação da Indústria de São Paulo convocou um ato de repúdio.
O líder do PSDB, deputado Alberto Goldman, foi quem explicitou a forma de agir da burguesia. Para ele, “essa prisão pode gerar uma crise econômica. O empresário vai dizer: para que vou investir no Brasil se posso ser preso?”. Ou seja: na concepção tucana, só quem pode ser preso no país é o ladrão de galinha! O empresário que sonega imposto, remete ilegalmente dinheiro ao exterior ou comete outros crimes não pode ser tocado e ainda conta com a ajuda de certos políticos – que depois serão recompensados nas suas campanhas. O escândalo da Daslu explicitou que a corrupção é regra no mundo dos negócios capitalistas.
Reuniões na Secretaria da Fazenda
A Operação Narciso também levantou fortes suspeitas sobre a atuação do governador Geraldo Alckmin, que havia inaugurado o mega-loja de luxo na capital paulista. Na ocasião, a mídia destacou o fato da sua filha, Sophia Alckmin, ser uma prestigiada “dasluzete”, responsável pelo setor de novos negócios da loja. No rastro da ação da PF, surgiram denúncias de que esta influente funcionária já havia se reunido com o secretário da Fazenda de São Paulo, Eduardo Guardia. O governo negou e a mídia preferiu o silêncio!
Mas, convocado para depor na Assembléia Legislativa, Guardia admitiu que a filha de Alckmin estivera na sede da secretaria junto com outros chefões da Daslu em, pelo menos, duas vezes no primeiro semestre de 2005. As visitas ocorreram exatamente no período em que loja solicitou autorização da Fazenda para instalar um sistema de vendas com caixa único, algo pouco usado no país e mais vulnerável à sonegação. O secretário negou qualquer “concessão de privilégios”, mas gaguejou ao explicar a visita da “ilustre” filha do governador. Uma auditoria especial do Tribunal de Contas foi solicitada para averiguar o caso.
Para Renato Simões, deputado estadual do PT, não resta dúvida sobre os vínculos do ex-governador com a Daslu. “Os líderes da bancada governista primeiro negaram a presença da filha do Alckmin na Fazenda. O secretário, por sua vez, confirmou a ida. Isso significa que houve uma tentativa de usar o nome da filha do governador para agilizar a tramitação do processo do caixa único”. A tucanagem paulista, que hoje tenta posar de vestal da ética e adora ostentar o luxo desta butique das trambicagens, deve uma explicação à sociedade. A mídia venal, que evita tratar do assunto com o destaque que ele merece, também! Já o presidenciável Geraldo Alckmin, caso seja acuado, poderá dizer: “Eu não sabia”.
10.2006
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
FONTE - /www.novae.inf.br
FOFOCA - ALI KAMEL ASTROPORNO
Carreira de Kamel na pornografia teve início no cinema antes de ir parar na Veja e na Globo
Vídeo colocado no youtube registra o início da carreira do diretor responsável pela Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, quando foi uma das estrelas do filme pornô “Solar das Taras Proibidas”, de 1984. Uma tia ninfomaníaca e suas sobrinhas estão de luto por causa da morte de um cachorro, quando Kamel (foto) e seu amigo pilantra fingem que são primos e vão consolá-las. Foi um dos pontos altos de sua trajetória profissional, que inclui uma passagem pela Veja antes de acabar na Globo.
FOFOCA - A empresa da filha do Serra
14/10/2002 às 09:57
Vocês conseguiriam imaginar o estardalhaço que uma
notícia destas causaria se algum dos implicados
tivesse ligação com algum candidato da oposição??
Vocês conseguiriam imaginar o estardalhaço que uma
notícia destas causaria se algum dos implicados
tivesse ligação com algum candidato da oposição??
Mas podem perfeitamente imaginar pq até o momento não saiu
uma linha nos nossos jornalões, tampouco na TV. Bastou
um simples telefonema do FHC na semana passada (isto
foi comentado pelos jornalistas sérios)...... Todavia,
parece que a Isto É da próxima semana vai se dedicar
ao assunto.
Empresa da filha de Serra em Miami agencia licitações públicas no Brasil
"Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado", garante em seu
site a empresa "Decidir", com sede em Miami e filiais
espalhadas pela Argentina, Chile, Peru, México, Uruguai, Venezuela e no Brasil, de propriedade de Verônica Serra, filha do candidato tucano à presidência. Verônica Serra, filha do ministro de Fernando Henrique e candidato do governo, José Serra, não é apenas, como já publicamos, sócia do pai em uma empresa chamada ACP, que funciona no prédio de outro sócio, Marin, que, por sua vez, foi presenteado com o perdão de R$220 milhões em suas dívidas no Banco do Brasil, sob os auspícios do caixa de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira.
Licitações públicas
Ela é, também, sócia de uma empresa de nome Decidir.com, localizada em Miami. O fato foi revelado pelo jornalista Ucho Haddad. A empresa foi fundada no dia 3 de maio de
2000, sob o número P00000044377, com sede em Miami e
com filiais espalhadas pela Argentina, Chile, México,
Peru, Uruguai, Venezuela e no Brasil. Sua sede no Brasil está instalada em São Paulo, na rua Doutor Renato Paes de Barros, 714-5ºandar. A especialidade da empresa, tal como consta do site da filial brasileira (www.decidir.com.br) é a área de licitações públicas. Na pasta da empresa que oferece "serviços sobre licitações" está escrito o seguinte: "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado. Use o buscador para fazer pesquisas detalhadas". Mas para acessar as informações é necessário pagar por elas. Em suma,
Verônica fornece serviços para empresas - sobretudo
norte-americanas, evidentemente - ganharem licitações
públicas no Brasil. Até porque, não é muito crível que
empresas estrangeiras (ou quaisquer outras) contratem
os serviços da filha do segundo do grupo do governo
para perder as licitações. Repare o leitor que há dois
anos, quando a empresa foi fundada, Serra era ministro
e já era o virtual candidato de Fernando Henrique e do
bando do Planalto, tendo amplo acesso a uma quantidade
monumental de informações que dizem respeito a
licitações públicas. Por que Verônica, tendo tantas
atividades para fazer, escolheu exatamente essa? Nessa
atividade, ela é sócia de outra Verônica, Verônica Dantas, que vem a ser a irmã de Daniel Dantas, dono do Opportunity, que fez parte do esquema do Planalto durante a entregada Telebrás, e em cujo favor os fundos de pensões foram manipulados pelo caixa de Serra, Ricardo Sérgio.
Prodígio em negócios
Porém, Verônica Serra é um prodígio na área de negócios:
também é sócia e "diretora para a America Latina da
companhia de investimentos International Real Returns,
que administra US$600 milhões e tem base em Nova Iorque", diz o site da empresa Penguin Circle, da qual ela é conselheira. "Ela tem investido e aconselhado uma série de companhias na América Latina, incluindo a Decidir.com (da qual é sócia), Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, EdgixeBB2W, entre outras. Veronica está no conselho da Decidir.com, Latinarte.com, Movilogice é conselheira da Endeavor Brasil". E continua: "Entre 1997-1998, ela foi VP da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de US$ 3bilhões, onde ela analisava investimentos na América Latina, Asia e Europa. No
verão de 1996, Veronica trabalhou na divisão de Renda
Fixa da Goldman Sachs em Nova Iorque". Recentemente, houve uma reforma no site do Penguin Circle, com uma única alteração: foi retirado o currículo de Verônica Serra. Mas como é que ela, jovem advogada, conseguiu isso tudo? Verônica Serra desfruta de tranqüilidade financeira invejável. Tudo vindo, oficialmente, da empresa que tem como pai e da IRR, cuja filial brasileira tem um capital social de R$ 2mil (aliás, o mesmo da ACP, onde é sócia do pai). Verônica teria tanto retorno em seus empreendimentos que no ano passado presenteou o pai, Serra, com a compra da
mansão onde ele reside há muitos anos, no Alto do Pinheiros, em São Paulo, por R$ 475 mil. O estranho é
que Serra sempre morou nessa casa e só agora ela foi
aparecer em nome da sua filha. Ao acessar o site da
Decidir, pode-se observar que entre os "inúmeros" investidores da empresa, dois se destacam: IRR e o fundo de investimentos CVC/Opportunity, fundo formado para açambarcar companhias telefônicas do Brasil. Ou seja, os negócios são um circuito fechado, em cujo centro aparece sempre, mais cedo ou mais tarde, o Estado e o patrimônio do povo.
Sócia do pai
Como já mencionamos, Verônica Serra também é sócia de seu pai na empresa "ACP Análise da Conjuntura Econômica e
Perspectivas Ltda" desde 1993. A empresa sempre funcionou num prédio situado à rua Simão Álvares 1020, na Vila Madalena, em São Paulo, que pertence ao primo e sócio de Serra, Gregório Marin. Serra sonegou à Justiça Eleitoral que era dono desta empresa em três oportunidades 1994,1996 e 2002). Marin foi beneficiado com dois "perdões" de dívidas no Banco do Brasil que podem chegar a mais de US$ 74 milhões, ou seja, mais de 220 milhões de reais.
A mesma casa
Porém, em relação à IRR, na última alteração do contrato social da empresa, datada de 16 de março de 2001, Verônica Serra incluiu Adriana Ferreira dos Santos - que ao que tudo
indica era sua secretária - como sócia, detendo uma cota da empresa. Como a empresa tem um capital social de R$2mil, a sócia detém o equivalente a R$ 1,00 das cotas. No entanto, Adriana Ferreira, assim como quase toda a família Serra, disse que residia na rua Simão Álvares 1020, o mesmo endereço da ACP e do prédio do sócio Marin
FONTE: midiaindependente
Gilberto Dimenstein,jornalista da FSP,recebe do ditador José Serra R$3.7 milhões.Em pagamento ele fala mal dos professores no jornal e na CBN
De fato. Não se pode maltratar ou discordar de quem nos ajuda – seria falta de respeito, consideração, estima, bom senso; seria perder a noção do perigo etc..
Deve ser por isto que o nobre jornalista Gilberto Dimenstein, da Associação Cidade Escola Aprendiz (CNPJ/MF 03.074.383/0001-30) escreveu Professores dão aula de baderna e Uma greve contra os pobres e também Vocês desrespeitam os professores, da qual citamos o brilhante trecho:
Até que ponto o sindicato dos professores não está chamando uma manifestação para amanhã, na frente do Palácio dos Bandeirantes, à espera de um conflito e uma foto na imprensa? Nada contra a manifestação em si. Mas a suspeita é inevitável. Os dirigentes do sindicato são filiados ao PT, interessado em desgastar a imagem de José Serra, que está deixando o governo estadual para se candidatar à Presidência. Também sabemos que na cúpula do sindicato existem os setores mais radicais da esquerda como PSOL e PSTU.
Como se sabe, ali é área de segurança e se alguém passar da linha a polícia é obrigada, por lei, a intervir.
Seria mais um desrespeito à imagem do professor se fosse apresentado à sociedade como gente que não obedece a lei.
Você, que tem ao menos dois neurônios sadios, entendeu a mensagem, né não? Então nem vamos ousar explicar.
Por outro lado, por sermos adeptos de outras lições, resolvemos atender aos instintos mais viscerais e mostramos que a teoria é verdadeira na prática: não se pode morder a mão que nos afaga. Assim que, só por alto, mostraremos a palma carinhosa que só tem feito bondades ao importantíssimo educador de São Paulo.
“Planilha do balanço e prestação de contas do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente” (FUMCAD)
Organização: Associação Cidade Escola Aprendiz
(ano – nome projeto – validade – atendidos – idade – valor)
2006
Escola na Praça (de 02/05/06 a 01/05/07) – 170 – 04 a 16 anos – R$264.446,00
Trilhas Urbanas (de 02/05/06 a 01/05/07) – 95 – 15 a 17 anos – R$144.510,00
2007
Projeto Trilhas na Vida (de 01/03/07 a 01/03/08) – 160 – 14 a 17 anos R$776.566,30
Aprendiz das Letras (de 01/07/07 a 29/02/08) – 60 – 04 a 15 anos – R$87.594,72
Percurso Formativo (de 01/07/07 a 29/02/08) – 70 – 12 a 18 anos – R$222.300,00
2008
Trilhas na Vida (de 01/04/08 a 31/03/09) – 120 – 14 a 17 anos/11 meses – R$848.744,39
Aprendiz das Letras (de 01/05/08 31/12/08) – 60 – 04 a 15 anos – R$85.610,00
Percurso Formativo (de 01/05/08 31/12/08) – 115 – 11 a 18 anos – R$369.840,60
(DO da Cidade de SP 5/fevereiro/2009 – e páginas seguintes)
Àquilo tudo acrescente as renovações que assim se iniciam:
CONSIDERANDO: – o artigo 7º, da Lei 11.123, de 22 de novembro de 1991, segundo o qual o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente é órgão de decisão autônomo e de representação paritária entre o governo municipal e a sociedade civil; – que em 19 de abril de 2008, foi publicado no veículo oficial de comunicação desta cidade o Edital FUMCAD 2008, cujo objeto é estabelecer procedimento e realizar processo de analise e seleção de projetos que poderão ser financiados pelo Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – FUMCAD/SP/2008 que estejam em consonância com as políticas públicas da Criança e do Adolescente da Cidade de São Paulo e que sejam inovadores e/ou complementares, conforme reunião realizada no dia 17 de abril de 2008, que aprovou o texto final deste Edital; – que a Comissão Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no uso das suas atribuições, aprovou o projeto…
Comunidade Educativa – Escola na Praça: Despacho Processo nº 2008-0.311.233-1 – por 12 meses a partir de 02/04/2009 (para 75 adolescentes) = R$439.474,17 (DO Cidade 26/março/2009)
Formação – Agência de Notícias: Despacho Processo nº 2008-0.315.519-712 – por 12 meses a partir do dia 01/04/2009 (para 20 estudantes de 14 a 18 anos) = R$108.302,00 (DO Cidade 31/março/2009)
Trilhas: Despacho Processo nº 2008-0.315.522-7 – por 12 meses a partir de 02/04/2009 (para 60 adolescentes) = R$317.834,56 (DO Cidade 2/abril/2009)
Com a Secretaria de Cultura do Estado, firmou singelo contrato (Processo SC 001653 /2009 – Contrato 457 /2009) de 36 meses em referência ao projeto Escola da Rua, relativo ao Edital: Pontos de Cultura do Estado de São Paulo. Valor praticamente simbólico de R$60.000,00 (DO 25/dezembro/2009).
Total geral (parcial) daquele aprendiz que trata com amor aqueles que o amam: R$3.725.222,74.
Em breve teremos mais do mesmo parceiro da Microsoft, SEE-SP, Prefeitura de SP, Revista Nova Escola, Editora e Fundação Abril, Colégio Bandeirantes, COC, Fundação Vanzolini, Uninove, Universia, Camargo Correa, UOL… Aguarde neste aracno blog.
PS-
Informamos que o cachorro apenas fez pose para a foto e não deve nada a ninguém.
FONTE: http://exbancario.blog.br/
FOFOCA - Filhos de FHC fora do casamento serão usados na campanha
Descoberto mais um filho de FHC, desta vez com a sua copeira, os blogueiros de Lula detonaram uma campanha na internet. No entanto, essa campanha vai exacerbar-se mesmo é na campanha de 2010. A copeira e o filho trabalham no Senado e vai ser fácil fotografá-los. Esse Fernando Henrique está me saindo um Lugo de segunda categoria. Fazer filho é bom, mas tem que reconhecer.
Fonte : o expresso
FOFOCA - A Internet desnuda Eliane Catanhêde e Clóvis Rossi
2 de fevereiro de 2008
A Internet desnuda Eliane Catanhêde e Clóvis Rossi
ELIANE CATANHÊDE, colunista e Chefe da Sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo, persegue o PT e amacia as notas sobre o PSDB. Acho que ela é fiel ao marido. É mulher de Gilnei Rampazzo, um dos donos da GW, a produtora que cuidou das últimas campanhas eleitorais de Geraldo Alckmin e de José Serra. Gilnei Rampazzo é sócio de Luiz Gonzales, o marqueteiro escolhido pelo PSDB para coordenar a campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Eliane Catanhêde é uma crítica feroz do Governo Lula. Já serviu à oposição manipulando o que chamava de crise do apagão aéreo. Seu último serviço ao patrão PSDB foi criar pânico na mídia ao inventar uma inexistente epidemia de febre amarela. Em consequência tem gente morrendo por tomar vacina sem necessidade.
CLÓVIS ROSSI é outro colunista radical anti-Lula e anti-PT da Folha de S. Paulo. É casado com Caty, Catarina Rossi, ou melhor, Catarina Clotilde Ferraz Rossi, que vem a ser a presidente do PSDB MULHER. Clóvis Rossi já foi um crítico ferroz do PSDB. Com o tempo esqueceu disso. Especializou-se então em criticar Lula e o PT. Criticar José Serra, a maior liderança eleitoral tucana, nem pensar.
Eduardo Guimarães em seu blog Cidadania.com chama atenção para um detalhe:
"Em minha opinião, acho que é direito do leitor da Folha e leitor de Clóvis Rossi decidir se esse jornalista, que critica tão virulentamente o presidente Lula e se omite totalmente de qualquer crítica ao principal adversário dele, que no caso é José Serra, tem ou não por obrigação informar que é casado com alguém que tem cargo de relevo no partido que se beneficia fortemente do jornalismo que o mesmo Clóvis Rossi faz atualmente. Não vai, aqui, acusação nenhuma. Não tenho elementos para provar que todas essas relações entre os colunistas da Folha que mais batem em Lula e o PSDB (há também o caso da colunista Eliane Cantanhêde, casada com o marqueteiro dos tucanos) interferem no trabalho deles e, o que seria pior, que possam lhes ser rentáveis. Mas a informação que dei, acho que eu tinha o direito - e Clóvis Rossi tem o dever - de dar ao público.
Blog Bahia de Fato
A mídia e o "novo analfabetismo"
Cerca de 63% dos estadunidenses desconhecem que Barack Obama é cristão. Quando perguntados como souberam qual a religião de Obama, 60% daqueles que acreditam que ele é muçulmano citam a mídia. Dezesseis por cento mencionam a televisão como sua fonte.
Venício Lima
Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa
Faz tempo que os estudiosos chamam a atenção para o problema do excesso de informação nas sociedades contemporâneas. Em precioso artigo intitulado "O novo analfabetismo", publicado no Jornal do Brasil, há exatos seis anos, Emir Sader lembrava que:
"Até um certo momento, a capacidade de compreensão do mundo, e de nós dentro do mundo, esbarrava na falta de informações. Mais recentemente, passamos a sofrer o fenômeno oposto: excesso de informações. Nos dois casos, o que sofre é a capacidade de compreensão, de apreensão dos fenômenos que nos rodeiam, que produzem e reproduzem o mundo tal qual é e nós dentro dele. (...) A informação contemporânea, massificada, fragmentada, atenta contra a capacidade de compreensão da realidade como uma totalidade. Os noticiários de televisão enunciam uma enorme quantidade de informação, sem capacitar para sua compreensão, com um ritmo e uma velocidade que impedem sua assimilação e o questionamento do sentido proposto" (íntegra aqui).
Já tive a oportunidade de argumentar neste OI que informação não é conhecimento e que o excesso de informação passou a ser sinônimo de desinformação [cf. "Internet, informação e conhecimento" in OI nº. 297 de 5/10/2004]. Além disso, o principal problema provocado pelo excesso de informação tem sido identificado como a incapacidade do cidadão comum de "compreensão da realidade como uma totalidade".
Há, todavia, outro aspecto pouco lembrado: a informação que está disponível "em excesso" nem sempre é aquela que permite a "compreensão da realidade como uma totalidade". Ou ainda: não é nem mesmo a informação correta sobre fatos e dados de grande interesse público.
Presidente muçulmano em país antimuçulmano?
Parte dos resultados de uma pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos pelo conceituado Pew Research Center, agora divulgados, dramatiza essa nova realidade.
O número de americanos que acredita que o seu presidente é muçulmano tem aumentado ano a ano e chegou a 18% da população, em agosto de 2010. Se somados àqueles que declaram "não saber" ou que ele é de "outra religião" que não a sua, 63% dos americanos desconhecem que Barack Obama, na verdade, é cristão.
Quando perguntados como souberam qual a religião de Obama, 60% daqueles que acreditam que ele é muçulmano citam a mídia. Dezesseis por cento mencionam a televisão como sua fonte.
Alguns ainda podem acreditar que não se deva atribuir maior significado aos dados revelados pelo Pew Center. No entanto, bastaria lembrar a crescente onda anti-islâmica que varre os Estados Unidos [por exemplo, "The US blogger on a mission to halt `Islamic takeover´"], ou mencionar a manchete de capa da revista Time desta semana [vol. 176, nº. 9] que pergunta "A América é islamofóbica?" e publica os assustadores resultados de outra pesquisa nacional:
** 25% consideram os muçulmanos americanos não patriotas;
** 28% dos americanos afirmam ser contra um muçulmano integrar a Suprema Corte (nunca houve nenhum); e
** 33% se opõem a um muçulmano concorrendo à presidência.
E o dever de informar?
É imperativo, portanto, perguntar: se o grau de informação (desinformação?) dos americanos em relação à crença religiosa do seu próprio presidente expressa a qualidade da informação sendo oferecida pela grande mídia – sobretudo, a televisão –, estaria ela cumprindo sua missão fundamental na democracia que é informar corretamente ao cidadão?
A lição para nós, brasileiros, é a reiterada necessidade de se estar atento às muitas contradições das posições públicas assumidas pela grande mídia e suas entidades representativas.
A defesa da liberdade de imprensa em nome do direito de informar – que, na verdade, é o corolário do direito básico do cidadão de ser informado – não significa que a informação necessária e correta esteja disponível. Mesmo em sociedades onde, eventualmente, possa existir "excesso de informação".
Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
RESQUIESCAT IN PACE
Não se trata de incompetência pessoal, nem de um problema de imagem, se trata do colapso final de um projeto político-ideológico eclético e anódino que acabou de maneira inglória: o projeto do neoliberalismo social-democrata. Que repouse em paz !
José Luís Fiori
Foi no dia 5 de fevereiro de 1998 que o ex-primeiro-ministro inglês, Tony Blair, anunciou, em Washington, junto com o presidente Bill Clinton, a decisão de convocar uma reunião internacional para discutir e atualizar a social-democracia, criando um movimento que foi chamado de "terceira via" ou “governança progressiva”. Naquele momento, brilhava a estrela do novo líder inglês, que recém havia sido empossado e conseguiu reunir, sucessivamente, em Florença, Washington e Londres, Bill Clinton, Lionel Jospin, Gerhard Schröder, Massimo D´Alema, Fernando H. Cardoso, Ricardo Lagos, entre outros governantes e intelectuais ligados de uma forma ou outra à social-democracia européia, ou ao partido democrata norte-americano.O projeto comum era construir um novo programa que adequasse a velha social-democracia às novas idéias e políticas neoliberais, hegemônicas nas últimas décadas do século XX. O resultado foi uma geléia ideológica, com propostas extremamente vagas e imprecisas, que mal encobriam o seu núcleo duro voltado para a abertura, desregulação e desestatização das economias nacionais, e para um "prologement vaguement social de la révolution thatcheriste", como caracterizou na época, a revista francesa, Nouvelle Observateur. Goste-se ou não, as idéias e os partidos socialistas e social-democratas deram uma contribuição decisiva à história do século XX, em particular à criação do “estado do bem-estar social”, depois da II Guerra Mundial. Mas na década de 80, a social-democracia perdeu fôlego político, e acabou perdendo a sua própria identidade ideológica, asfixiada pela grande “restauração” liberal conservadora, de Margerth Thatcher e Ronald Reagan. Isto aconteceu na Espanha, de Felipe Gonzalez, na França, de François Mitterand, na Itália, de Bettino Craxi, e também na Grécia, de Andreas Papandreu. Nos anos 90, entretanto, este movimento adquiriu outra densidade e importância, com a vitória democrata, de Bill Clinton, nos EUA, e do trabalhismo de Tony Blair, na Inglaterra. Na América Latina, a história foi um pouco diferente, porque as novas políticas neoliberais apareceram – nos anos 80 - associadas à renegociação da dívida externa do continente, como se fossem apenas um problema de política econômica. E foi só no Chile e no Brasil, que a proposta da “terceira via” teve uma repercussão importante, durante a década de 90. No caso do Chile, com a formação da aliança entre socialistas e democrata-cristãos, e, em particular, durante o governo de Ricardo Lagos (1990-1996), que aderiu pessoalmente ao projeto liderado pelos anglo-saxões. E, no caso do Brasil, com a formação do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), e com a participação ativa do presidente Fernando H. Cardoso (1995-2002), na formulação das idéias e nas reuniões do movimento, ao lado de Tony Blair e Bill Clinton.A “terceira via” teve uma vida muito curta. Talvez, por causa da superficialidade e artificialidade das suas idéias, talvez, porque seus líderes mais importantes acabaram sendo derrotadas nas urnas, ou passaram para a história como grandes fracassos ou blefes político-ideológicos. Como no caso do iniciador do movimento, o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que foi afastado da liderança trabalhista em 2007, e se transformou no inimigo numero um da imprensa e da maioria da opinião publica inglesa, sob acusação de ter mentido para justificar a entrada do seu país na Guerra do Iraque, além de ter acobertado casos de tortura, por parte de suas tropas. Tony Blair foi substituído por Gordon Brown, outro ideólogo da “terceira via” que acabou sofrendo uma das derrotas eleitorais mais arrasadoras da história do trabalhismo inglês. Bill Clinton também não conseguiu fazer seu sucessor, e passou para a história, como símbolo do expansionismo imperial americano, da década de 1990, a despeito de sua retórica “globalista” e democrática. Os demais participantes europeus do movimento também tiveram finais inglórios, como foi o caso de Lionel Jospin, Massimo D´Alema e Gerhard Schröder, e hoje ninguém mais fala ou lembra, na Europa ou nos Estados Unidos, do projeto da “terceira via”. Mas este factóide anglo-americano teve uma sobrevida, e só será enterrado definitivamente, em 2010, na América Latina. Primeiro, no Chile, depois da derrota eleitoral da “Concertacion” de Ricardo Lagos. E depois, no Brasil, com a provável derrota do partido social-democrata, de Fernando H. Cardoso, nas eleições presidências deste ano. Nos dois casos, o que mais chama a atenção não é a derrota em si mesma, é a anorexia ideológica dos dois últimos herdeiros da “terceira via”. Não se trata de incompetência pessoal, nem de um problema de imagem, se trata do colapso final de um projeto político-ideológico eclético e anódino que acabou de maneira inglória: o projeto do neoliberalismo social-democrata. Que repouse em paz !
José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Este artigo encontra-se na agencia carta maior http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4761
PORQUE O WIKILEAKS DEVE SER PROTEGIDO
Em 26 de Julho o sítio web Wikileaks divulgou milhares de ficheiros militares secretos dos EUA sobre a guerra no Afeganistão. Encobrimentos, uma unidade secreta de assassinatos e a matança de civis são ali documentados. Ficheiro após ficheiro, as brutalidades reflectem o passado colonial. Desde a Malásia e o Vietname até o Domingo Sangrento e Bassorá, pouco mudou. A diferença é que hoje há um modo extraordinário de saber como sociedades remotas são assoladas rotineiramente em nosso nome. O Wikileaks obteve registos de seis anos de mortes civis tanto para o Afeganistão como para o Iraque, dos quais aqueles publicados no Guardian, Der Spiegel e New York Times são apenas uma parte. Há uma histeria compreensível nos altos escalões, com o pedido de que o fundador do Wikileaks, Julian Assange, seja "perseguido e capturado" e "entregue" ("rendered"). Em Washington, entrevistei um oficial superior do Departamento da Defesa e perguntei: "Pode o sr. dar uma garantia de que os editores do Wikileaks e o seu editor-chefe, que não é americano, não será sujeito à espécie de caçada humana a que se referem os media?" Ele respondeu: "Não é minha posição dar garantias sobre qualquer coisa". Ele mencionou-me à "investigação criminal em curso" de um soldado estado-unidense, Bradley Manning, um alegado informante. Num país cuja constituição afirma proteger os que dizem a verdade, a administração Obama está a perseguir e processar mais informantes do que qualquer dos seus modernos antecessores. Um documento do Pentágono declara sem rodeios que a inteligência dos EUA pretende "marginalizar mortalmente" o Wikileaks. A táctica preferida é enlamear, com jornalistas corporativos sempre prontos a desempenhar a sua parte. Em 31 de Julho, a célebre repórter americano Christiane Amanapour entrevistou o secretário da Defesa Robert Gates na rede ABC. Ela convidou Gates a descrever aos telespectadores a sua "ira" acerca da Wikileaks. Ela reflectia a linha do Pentágono de que "esta fuga tem sangue nas suas mãos", com isso instando Gates a considerar o Wikileaks "moralmente culpado". Tal hipocrisia vinda de um regime encharcado no sangue do povo do Afeganistão e do Iraque – como os seus próprios ficheiros tornam claro – aparentemente não é para inquérito jornalístico. Isto é dificilmente surpreendente agora que uma nova e destemida forma de responsabilidade pública, representada pelo Wikileaks, ameaça não só os feitores da guerra como os seus apologistas. A sua propaganda actual é que o Wikileaks é "irresponsável". Anteriormente a este ano, antes de libertar o vídeo de cabine da metralhadora de um [helicóptero] Apache americano a matar 19 civis no Iraque, incluindo jornalistas e crianças, o Wikileaks enviou pessoas a Bagdad para encontrar famílias das vítimas a fim de prepará-las. Antes da divulgação dos Registos da Guerra Afegã no mês passado, o Wikileaks escreveu à Casa Branca pedindo-lhe que identificasse nomes que pudessem provocar represálias. Não houve resposta. Mais de 15 mil ficheiros foram retidos e estes, diz Assange, não serão divulgados até terem sido examinados "linha a linha" até que os nomes daqueles em risco possam ser removidos. A pressão sobre o próprio Assange parece implacável. Na sua pátria, a Austrália, a ministra dos Estrangeiros sombra, Julie Bishop, disse que se a sua coligação de extrema direita ganhar a eleição geral de 21 de Agosto, será tomada "acção apropriada se um cidadãos australiano efectuou deliberadamente uma actividade que pudesse por em risco as vidas de forças australianas no Afeganistão ou minar de qualquer forma as nossas operações". O papel australiano no Afeganistão, efectivamente mercenário ao serviço de Washington, provocou dois resultados gritantes: o massacre de cinco crianças numa aldeia na província de Oruzgan e a esmagadora desaprovação da maioria dos australianos. Em Maio último, a seguir à divulgação da filmagem do Apache, Assange teve o seu passaporte australiano confiscado temporariamente quando retornou ao seu país. O governo trabalhista em Canberra nega que tenha recebido pedidos de Washington para detê-lo e espionar a rede do Wikileaks. O governo Cameron também nega isto. Eles o fariam, não é? Assange, que veio a Londres no mês passado para trabalhar na revelação de registos de guerra, teve de deixar a Grã-Bretanha apressadamente para, como ele diz, "climas mais seguros". Em 16 de Agosto, o Guardian, citando Daniel Ellsberg, descreveu o grande denunciante israelense Mordechai Vanunu como "o proeminente herói da era nuclear". Vanunu, que alertou o mundo para as armas nucleares secretas de Israel", foi sequestrado pelos israelenses e encarcerado durante 18 anos depois de ser deixado sem protecção pelo London Sunday Times, o qual publicou os documentos que ele lhe forneceu. Em 1983, outra denunciante heróica, Sarah Tisdall, uma responsável administrativa do Foreign Office, enviou documentos aos Guardian, que revelou como o governo Thatcher planeou adiar a chegada de mísseis de cruzeiro à Grã-Bretanha. O Guardian cumpriu uma ordem do tribunal para entregar os documentos e Tisdall foi para a prisão. ESTENÓGRAFOS DO ESTADO Num certo sentido, as revelações do Wikiliaks envergonham a secção dominante do jornalista dedicada meramente a registar o que lhe contam poderes cínicos e malignos. Isto é uma estenografia do Estado, não jornalismo. Olhe o sítio Wikileaks e leia um documento do Ministério da Defesa que descreve a "ameaça" do jornalismo real. Ele é considerado uma ameaça. Tendo publicado com maestria revelações do Wikileaks de uma guerra fraudulenta, o Guardian deveria agora dedicar o seu apoio editorial mais poderoso e sem reservas à protecção de Julian Assange e seus colegas, cujas revelações de verdades são tão importantes como quaisquer outras que já vi na minha vida. Gosto do humor seco de Julian Assange. Quando lhe perguntei se estava mais difícil publicar informação secreta na Grã-Bretanha, ele respondeu: "Quando olhamos documentos etiquetados "Official Secrets Act" vemos que eles declaram ser transgressão reter a informação e uma transgressão destruir a informação. De modo que a única coisa que podemos fazer é publicá-la ".
19/Agosto/2010
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
O original encontra-se em http://www.johnpilger.com/page.asp?partid=584
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Acontece na Política
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A GUERRA NO AFEGANISTÃO: ECOS DO VIETNÃ
Os fuzileiros estão enfrentando um problema que sempre espreitou os conquistadores, e que é muito familiar para os Estados Unidos, desde o Vietnã. Em 1969, Douglas Pike, o mais importante acadêmico governamental nos assuntos do Vietnã lamentou que o inimigo – a Frente de Libertação Nacional (FLN) – era o único partido político verdadeiramente baseado nas massas no Vietnã do Sul”. Qualquer esforço para competir politicamente com esse inimigo seria como um conflito entre uma sardinha e uma baleia, reconheceu Pike.
La Jornada
O War Logs (bússolas da guerra), um arquivo de documentos militares confidenciais que abarcam seis anos da guerra do Afeganistão, publicados na internet pela organização Wikileaks relatam uma luta inflamada e cada dia mais encarniçada, na perspectiva dos Estados Unidos. E, para todos os afegãos, um horror crescente.Os War Logs, por mais valiosos que sejam, podem contribuir para a doutrina prevalente de que as guerras são algo mau só se não são exitosas – algo assim como o que os nazis sentiram depois de Stalingrado.No mês passado ocorreu o fiasco do general Stanley A. McChrystal, obrigado a se retirar do comando das forças dos Estados Unidos no Afeganistão e substituído por seu superior, o general David H. Petraeus. Uma provável consequência é um relaxamento das normas de combate, de forma que se torne mais fácil matar civis, e uma prolongamento da guerra à medida que Petraeus use sua influência para conseguir este resultado no Congresso.O Afeganistão é a principal guerra em curso do presidente Obama. A meta oficial é nos proteger da AlQaeda, uma organização virtual, sem base específica – uma rede de redes e uma resistência sem líderes, como foi chamada na literatura profissional. Agora, ainda mais do que antes, a AlQaeda consiste em facções relativamente independentes, associadas frouxamente ao redor do mundo.A CIA calcula que entre 50 e 100 ativistas da AlQaeda talvez estejam no Afeganistão, e nada indica que os talibãs desejem repetir o erro de dar refúgio a AlQaeda. Por outro lado, o talibã parece estar bem estabelecido em seu vasto e árduo território, uma grande parte dos territórios pashtun.Em fevereiro, no primeiro exercício da nova estratégia de Obama, os fuzileiros estadunidenses conquistaram Marja, um distrito menor na província de Helmand, principal centro da insurgência.Uma vez ali, informa Richard A. Oppel Jr., do The New York Times, “os fuzileiros se chocaram com uma identidade talibã tão dominante que o movimento se assemelha mais a uma organização política numa região de um só partido, com uma influência que abarca a todos...”.“Temos que reavaliar nossa definição da palavra 'inimigo', disse o general de brigada Larry Nicholson, comandante da brigada expedicionária de fuzileiros na província Helmand. A maioria das pessoas aqui identifica a si mesmas como talibã... Temos que reajustar nossa forma de pensar, de forma que não pareça que estamos expulsando os talibãs de Marja, mas que estejamos tratando de expulsar o inimigo.Os fuzileiros estão enfrentando um problema que sempre espreitou os conquistadores, e que é muito familiar para os Estados Unidos, desde o Vietnã. Em 1969, Douglas Pike, o mais importante acadêmico governamental nos assuntos do Vietnã lamentou que o inimigo – a Frente de Libertação Nacional (FLN) – era o único partido político verdadeiramente baseado nas massas no Vietnã do Sul”.Qualquer esforço para competir politicamente com esse inimigo seria como um conflito entre uma sardinha e uma baleia, reconheceu Pike. Em consequência, devíamos superar a força política do FLN recorrendo a nossa vantagem comparativa, a violência – com resultados horrendos.Outros enfrentaram problemas similares: os russos, por exemplo, no Afeganistão, durante os anos 80, quando ganharam todas as batalhas mas perderam a guerra.Escrevendo a respeito de outra invasão estadunidense – a das Filipinas em 1989 -, Bruce Cumings, historiador especialista em Ásia na Universidade de Chicago fez uma observação hoje aplicável ao Afeganistão: “quando um fuzileiro vê que sua rota é desastrosa, muda de curso, mas os exércitos imperiais afundam suas botas em areias movediças e seguem marchando, ainda que seja em círculos, enquanto os políticos enfeitam o livro de frases dos ideais estadunidenses”.Depois do triunfo de Marja, esperava-se que as forças lideradas pelos Estados Unidos atacariam a importante cidade de Kandahar, onde, segundo uma pesquisa do exército estadunidense, a operação militar é rechaçada por 95% da população e onde 5 em cada 6 consideram os talibãs como nossos irmãos afegãos – mais uma vez, ecos de conquistas prévias. Os planos sobre Kandahar foram postergados, e isso foi parte dos antecedentes para a saída de McChrystal.Dadas essas circunstâncias não é de se estranhar que as autoridades dos Estados Unidos estejam preocupadas com que o apoio popular à guerra no Afeganistão seja ainda mais erodido. Em maio passado a Wikileaks publicou um memorando da CIA acerca de como manter o apoio da Europa à guerra: o subtítulo do memorando era: porque contar com a apatia talvez não seja suficiente.O perfil discreto da missão no Afeganistão permitiu aos líderes franceses e alemães desprezarem a oposição popular e aumentarem gradualmente suas contribuições às tropas da Força de Assistência à Segurança Nacional (ISAF), assinala o memorando. Berlim e Paris mantêm o terceiro e quarto níveis mais altos de tropas na ISAF, em que pese a oposição de 80% dos pesquisados alemães e franceses a maiores envios de forças. É necessário, em consequência, dissimular as mensagens para impedir ou ao menos conter uma reação negativa.O memorando da CIA deve nos fazer recordar que os Estados têm um inimigo interno: sua própria população, que deve ser controlada quando a política do Estado tem oposição no povo. As sociedades democráticas dependem não da força, mas da propaganda, manipulando o consenso mediante uma ilusão necessária e uma super-simplificação emocionalmente poderosa, para citar o filósofo favorito de Obama, Reinhold Niebuhr.A batalha para controlar o inimigo interno, então, segue sendo altamente pertinente – de fato, o futuro da guerra no Afeganistão pode depender dela.
O artigo é de Noam Chomsky
Tradução: Katarina Peixoto